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Adentrando o Mundo Interior

  • 2 de mar.
  • 2 min de leitura

O vento acaricia o meu rosto neste momento e tomo a iniciativa de escrever aquilo que me acende do interior.

Por que tanta pressa?

A pergunta ecoa dentro de mim. Abaixo as defesas e silencio o quanto posso.

Você já se sentiu assim? Confuso, sem saber por onde começar nem para onde ir?

Eu já passei por muitos momentos assim e esse drama consumiu minha vida por muitos anos até que eu pude ter mais clareza sobre o que eu deveria fazer e o que eu poderia me tornar se mudasse algumas peças de lugar.

Esses momentos de ganho de consciência são decisivos em nossas vidas e refletem o que já vínhamos sentindo há um tempo, mas não tínhamos coragem de realizar. Por isso, costumo dizer que dar o primeiro passo é um ato de coragem.

Ter dúvidas na jornada é natural. Os antigos utilizavam a sabedoria da natureza para os guiar. O homem moderno perdeu essa conexão e anda desenfreado, buscando conquistar tudo, esquecendo dos próprios limites, e acaba por abandonar a própria alma, em busca de algo, por vezes, superficial demais. A alma, por ser profunda e misteriosa, não se contenta com a superficialidade. Exige mais.

O retorno do guerreiro ao campo de batalha pode se apresentar de modo cansativo e desajustado. Mas é essencial que volte e que pise no campo novamente. Aos poucos, volta a se orientar no espaço, e na medida que caminha, percebe que as maiores batalhas estão na verdade, dentro de si mesmo.

Um novo espaço de escuta agora se abre. O mundo interno ganha um pouco de atenção, visto que antes não recebia nem sequer um olhar.

O diálogo interno, então, começa.

O guerreiro percebe que esse novo campo é vasto demais e que não tem o menor saber sobre ele. É imenso e escuro. Mas ele coloca as mãos no chão até encontrar uma lanterna, que ilumina um pouco mais as profundezas de si mesmo. Torna visto o que havia sido esquecido ou negado.

Ele então caminha um tanto incerto e receoso. Afinal, é um caminho desconhecido – o mundo interior – e o que é desconhecido normalmente assusta. Lá ele encontra seres que são tão vivos quanto os do mundo exterior, a diferença é que se comunicam através de imagens mentais e dos pensamentos, produzindo sensações no corpo e reflexões profundas.

O que revela esse diálogo?

Essa é a jornada que cada um pode realizar. O diálogo é único e pessoal. Observe o seu mundo interno e isso permitirá o desabrochar de flores perfumadas.

A travessia não é fácil, mas representa o encontro consigo mesmo.

E isso, por si só, já é um grande avanço.

 
 
 

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